Escrevendo as GRANDES cenas de fantasia épica: dicas e truques

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Escrever uma cena de fantasia exige grande trabalho, um livro, em si, é trabalhoso; precisão de tempo e dedicação. Alguns escritores, como eu, têm grande dificuldade em escrever certas cenas. Parece que queremos cada peça no devido ao seu lugar, calculando de forma meticulosa cada palavra, para deixar tudo “perfeito”. O fato é que esse é perfeito que procuramos, não existe. Nada é perfeito e errar faz parte de um processo de evolução que todos nós precisamos passar.

No entanto, escrever boas cenas no seu livro de fantasia pode se tornar mais simples e mais “visível” na mente do leitor, na dica de hoje eu irei falar como você pode fazer isso.

Por Heloisa Araujo



Antes de mais nada, a cena que me refiro hoje não é apenas uma batalha, é uma batalha. A batalha final de seu livro de fantasia, a batalha no clímax do seu primeiro livro é essencial, mas a do seu último livro… é ela que o seu leitor gravará (caso você pense em escrever uma trilogia). A batalha precisa ser grande , não economize ao dar dinamismo a ela, toda a dor, amor, perda e esperança que os personagens carregaram durante a trama… tudo isso estará presente na batalha final, onde tudo está em jogo. Sem economizar na ascensão e queda da batalha, na quase derrota, na quase vitória do vilão, no que muda a maré e como tudo funciona.

  1. O encontro entre o vilão e o herói

Comece por isso. Nos capítulos anteriores movimentamos seus personagens de forma que, estrategicamente, o vilão e o herói se encontrem em uma batalha. Isso vai te ajudar também para saber quem vai estar presente, isto é, outros personagens que se envolveram no conflito. 

Não se esqueça dos altos e baixos! Em uma batalha, nem sempre o mocinho irá vencer. Eu imagino uma cena dele briga, derrotada após um confronto direto com um vilão, de joelhos no chão esperando o golpe final… quando de repente os reforços (que já tiveram se movidos nos capítulos anteriores) chegam. Deixar o leitor tremendo é o nosso objetivo. Mas tudo acontece muito rápido se você se concentrar apenas nesses dois (herói e vilão).

  1. Pontos de vista

Bom, com o confronto final “escrito”, escreva o que ocorre no restante do campo de batalha com os personagens secundários, com o ponto de vista deles. Escreva se eles foram feridos, se fizeram que correram para salvar alguém, se arriscaram algo, se ficaram encurralados… 

Mas é claro que fazendo isso você terá que definir uma linha do tempo para que a história não fique confusa.

  1. O tempo – escrevendo em várias perspectivas a batalha final

O leitor é perspicaz. Se um prédio desmorona em um capítulo narrado pelo herói, no capítulo narrado pelo personagem X você, como escritor, tem que deixar essa exposição visível. Uma beleza também é que você pode escrever a experiência em primeira mão da criação desses eventos grandes e visíveis, permitindo que o leitor saiba que cada um deles sinaliza um triunfo, derrota ou até mesmo morte. No próximo capítulo, quando o personagem seguinte testemunha o resultado, o leitor está carregando consigo a alegria de estar um passo mais perto da vitória ou angústia pelo que o personagem ainda não sabe.

Escrever a cena climática dessa forma cria um evento principal bem entrelaçado que também cobre muitas informações de uma forma altamente envolvente. E não é disso que se trata de um ótimo clímax?

Além disso, escrever o clímax em camadas, capturando o evento central e, então, preenchendo os detalhes da perspectiva de outros personagens, não é tão difícil de escrever. Pelo menos não é tão difícil quanto os capítulos finalizados fazem parecer!


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